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Presidente do BC tenta acalmar mercado após dólar avançar 8%

Estero

 

dal Brasile Adilzia Rios
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira (18) que, neste momento de crise política, o trabalho do BC tem que ser “contínuo, sereno e firme”.
Declarou ainda que o BC e o Tesouro Nacional estão atuando de forma conjunta para acalmar o mercado. “Estamos fazendo nosso papel, que é o papel do BC, que é manter a funcionalidade do mercado, trabalhando de forma serena, de forma firme, usando os instrumentos que a gente tem”, afirmou antes de reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Goldfajn lembrou que a autoridade monetária interviu no mercado nesta quinta através de leilões de swaps, operações que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

Mesmo assim, o dólar comercial encerrou o dia com forte alta de 8,16%, para R$ 3,390. Foi a maior valorização desde 5 de março de 2003. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve ganho de 8,68%, para R$ 3,373.
“Estivemos intervindo no mercado de swap em coordenação com o Ministério da Fazenda, com o Tesouro Nacional, que anunciou alguns leilões”, disse, referindo-se ao anúncio do Tesouro de que realizará leilões extraordinários de títulos públicos nesta sexta (19), segunda (22) e terça (23) visando reduzir a volatilidade dos mercados.
“Temos vários instrumentos e estamos trabalhando para acalmar o mercado, pra atravessar esse período, e é um trabalho contínuo, um trabalho sereno, um trabalho firme”.

Questionado de a política monetária muda a partir de agora, Goldfajn respondeu que essa é “uma questão separada”. “A política monetária é uma questão separada. A questão em que estamos atuando hoje não tem relação mecânica com a política monetária, é uma decisão tomada nas reuniões ordinárias do Copom [Comitê de Política Monetária]”.
Depois da entrevista, o Banco Central anunciou que fará leilões de swap cambial tradicional, que equivalem a venda de dólares no mercado futuro, nesta sexta (19), segunda (22) e terça (23). De acordo com o BC, em cada leilão serão oferecidos 40 mil contratos ou US$ 2 bilhões. “As condições gerais serão objeto de comunicado que precederá cada evento”, disse a autoridade monetária em nota.


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